Poema de Bertolt Brecht dito por Mário Viegas. Para que alguns tenham ficado na História, houve muitos outros de que ninguém se lembrará.
domingo, 1 de maio de 2011
Perguntas de um Operário Letrado
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Dia do Trabalhador
Hoje, comemora-se o Dia do Trabalhador. Em tempos tão difíceis, convém saber alguma História e algumas histórias:
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O Menino de Sua Mãe
Um poema de Fernando Pessoa dito por João Villaret
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Poema à Mãe - Eugénio de Andrade
Um desafio: decorem ou imprimam o poema e declamem-no à vossa mãe.
No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe!
Tudo porque já não sou
o retrato adormecido
no fundo dos teus olhos!
Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais!
Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.
Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura!
Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos...
Mas tu esqueceste muita coisa!
Esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!
Olha - queres ouvir-me? -,
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;
ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;
ainda oiço a tua voz:
"Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal..."
Mas - tu sabes! - a noite é enorme
e todo o meu corpo cresceu...
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber.
Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas...
No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe!
Tudo porque já não sou
o retrato adormecido
no fundo dos teus olhos!
Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais!
Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.
Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura!
Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos...
Mas tu esqueceste muita coisa!
Esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!
Olha - queres ouvir-me? -,
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;
ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;
ainda oiço a tua voz:
"Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal..."
Mas - tu sabes! - a noite é enorme
e todo o meu corpo cresceu...
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber.
Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas...
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Dia da Mãe
Por estranho que possa parecer, aquilo que mais vemos é aquilo de que menos nos lembramos. Nas ruas por onde passamos todos os dias, há um prédio estranho, uma porta extravagante ou uma árvore exótica, tudo coisas que não vemos, porque nos limitamos a olhar. Nunca vos aconteceu passarem por uma rua vossa quotidiana com um amigo que vos chama a atenção para um pormenor que vos passou despercebido durante dias, meses ou anos? É, então, que dizemos “Passo aqui há tanto tempo e nunca tinha reparado nisto!”Os dias comemorativos servem para nos lembrarmos daquilo que é tão habitual que se torna invisível. A mãe é um desses hábitos. Aqui, no blogue, ficam alguns pedaços de arte contra a invisibilidade a que, tantas vezes, sujeitamos a mãe.
Que, este ano, o Dia da Mãe coincida com o Dia do Trabalhador deve ser interpretado como uma homenagem ao mais belo trabalho do mundo: ser mãe.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
25 de Abril de 1974: Grândola, Vila Morena
"Grândola, Vila Morena" é a canção composta e cantada por Zeca Afonso que foi escolhida pelo Movimento das Forças Armadas (MFA) para ser a segunda senha de sinalização da Revolução dos Cravos. A canção refere-se à fraternidade entre as pessoas de Grândola, no Alentejo, e teria sido banida pelo regime salazarista como uma música associada ao Comunismo. Às zero horas e vinte minutos do dia 25 de abril de 1974, a canção era transmitida na Rádio Renascença, a emissora católica portuguesa, como sinal para confirmar as operações da revolução. Por esse motivo, a ela ficou associada, bem como ao início da Democracia em Portugal.
25 de Abril de 1974: E Depois do Adeus
Com a transmissão de "E Depois do Adeus", pelos Emissores Associados de Lisboa às 22h55m do dia 24 de Abril de 1974, era dada a ordem para as tropas que iriam fazer a revolução se prepararem e estarem a postos.
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Paulo de Carvalho
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