Há 200 anos, nasceu Robert Bunsen, que viria a ser um dos grandes químicos da História. Entre as várias marcas que deixou no âmbito da sua actividade, realça-se o queimador que desenvolveu e que ficaria conhecido por bico de Bunsen.
quinta-feira, 31 de março de 2011
O bico de Bunsen começou há 200 anos
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D. Sancho I morreu há 800 anos
Com alguns dias de atraso, lembramos o rei D. Sancho I, que morreu há 800 anos, no dia 26 de Março de 1211. Está sepultado na Igreja de Santa Cruz, em Coimbra, tal como o pai, D. Afonso Henriques.
quarta-feira, 30 de março de 2011
Centro Virtual Camões: para gente de todas as idades
O Instituto Camões é uma instituição dependente do Ministério dos Negócios Estrangeiros e tem como objectivo contribuir para a divulgação da língua portuguesa, através de várias actividades.
O Centro Virtual Camões é uma das criações do referido Instituto e é a nossa visita de hoje. Se é certo que a maior parte dos conteúdos é destinada aos professores de Português ou a estrangeiros que desejam aprender Português, há muitos materiais interessantes para todos e de todas as idades.
À direita, está o acesso à Biblioteca Digital Camões. Aí, há a possibilidade de descarregar vários livros e revistas para o computador. Os temas são variados: Arte, Literatura, Ciência ou História, entre muitos outros. Como aperitivo, fiquem a saber que é possível obter uma edição do Auto da Barca do Inferno.
Do lado esquerdo, a ligação Aprender dá acesso a vários jogos e actividades para diversos níveis etários. Pode-se escolher o jogo da forca para aumentar o vocabulário ou testar a compreensão de textos, através da escolha múltipla.
Clicando em Conhecer, podemos consultar bases de dados sobre temas como a Ciência em Portugal ou o Cinema Português, visitar exposições virtuais, passear pelo mapa etno-musical português, obter informações sobre passeios em Portugal ou conhecer efemérides culturais.
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segunda-feira, 21 de março de 2011
Dia Mundial da Poesia - Outono
Outono
Uma vez um homem encontrou duas folhas e entrou em casa segurando-as com os braços esticados, dizendo aos pais que era uma árvore.
Ao que eles disseram então vai para o pátio e não cresças na sala pois as tuas raízes podem estragar a carpete.
Ele disse eu estava a brincar não sou uma árvore e deixou cair as folhas.
Mas os pais disseram olha é outono.
Ramón Palomares (trad. José Alberto Oliveira)
Dia Mundial da Poesia - Liberdade, um poema contra a leitura
Um poema de Fernando Pessoa dito por João Villaret, outro extraordinário declamador.
LIBERDADE
Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto é melhor, quanto há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
O mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...
Poesias. Fernando Pessoa. (Nota explicativa de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1942 (15ª ed. 1995).
LIBERDADE
Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto é melhor, quanto há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
O mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...
s. d.
Poesias. Fernando Pessoa. (Nota explicativa de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1942 (15ª ed. 1995).
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Dia Mundial da Poesia - Poesia visual
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Dia Mundial da Poesia - Rifão quotidiano
Vejam e ouçam Mário Viegas, um dos grandes declamadores portugueses, a dizer um poema de Mário-Henrique Leiria.
RIFÃO QUOTIDIANO
Uma nêspera
estava na cama
deitada
muito calada
a ver
o que acontecia
estava na cama
deitada
muito calada
a ver
o que acontecia
chegou a Velha
e disse
olha uma nêspera
e zás comeu-a
e disse
olha uma nêspera
e zás comeu-a
é o que acontece
às nêsperas
que ficam deitadas
caladas
a esperar
o que acontece
às nêsperas
que ficam deitadas
caladas
a esperar
o que acontece
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